Visto-me rapidamente para chegar aqui. Escrevo: minha cabeça parece uma máquina de produzir pensamentos em série. Tudo corre bem pela esteira, até que num ponto da linha algo falha embaralhando tudo. As idéias sobrepõem-se umas às outras, caem no chão, se amontoam, esbanjam-se, derramam-se.
A saída é respirar até o umbigo e subir, retornar pelas narinas em gás carbônico. Inspirar - expirar. Tão fácil, automático. Mas às vezes necessitamos de mais ar do que inalamos. Então pare! Começe a prestar atenção, faça o trabalho dos pulmões, siga seu curso completo... o oxigênio vai chegar em cada célula, tecido, membrana, mucosa, cartilagem, artérias, sangue, neurônios e ossada.
Talvez a linha do pensamento se torne mais comprida, forme novelos, chegue até ser tricotada dando origem a um tecido concatenadamente bem enlaçado. E com o passar do tempo transforme-se em manto sólido, macio e flexível.